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  • postado por: redacao | 13 jun 2016

    SINOPSE: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Janson –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

    Rachel está com a sua vida pausada, nada de novo acontece e as únicas coisas que ela tem em mente são lembranças de um passado feliz que foi destruído por causa de uma traição. Sem emprego e viciada em álcool, seus dias são todos iguais, ela acorda com ressaca, vai para Londres de trem numa tentativa de despistar sua companheira de apartamento, bebe mais um pouco e se tortura com os pensamentos do que o seu ex marido Tom estaria fazendo com sua nova esposa Anna e sua filhinha, isso quando ela não cometia uma loucura como aparecer na sua antiga casa ou ligar para eles, implorando que o seu ex lhe concedesse um pouco de atenção.

    Em uma de suas voltas de Londres, ela olha para uma casa específica, um lugar que ela amava olhar porque sentia que o casal que morava ali possuía o tipo de amor que ela tinha com o Tom antes dele trocá-la por uma mulher menos problemática que ela. No entanto, ao invés de uma cena de amor protagonizada pelo casal, ela vê algo diferente, algo que pode explicar muito dos fatos que ocorreram depois que a mulher que morava naquela casa foi dada como desaparecida. Envolvida emocionalmente mais do que deveria, ela decide que precisa fazer alguma coisa para descobrir o que aconteceu com Megan. O que ela não esperava, era que na busca por encontrar respostas para aquela mulher, ela descobrisse mais sobre ela mesma.

    Já comecei a leitura desse livro com grandes expectativas, conforme fui conhecendo melhor a história da Rachel, comecei a comparar com outros personagens que já conhecia, fui gostando um pouco mais dela e me apiedando da sua situação (mesmo que o estado em que se encontra seja culpa dela). Ela é alcoólatra, é doente, é apaixonada pelo ex marido, tem problemas com a mãe e compulsão por pessoas que ela nem conhece, só imagina.

    Aos poucos ela vai se envolvendo no caso do desaparecimento e cada nova pista, cada nova lembrança, sempre acabava mudando toda a minha opinião sobre o caso. No fim, acabei desconfiando do que aconteceu antes de ler mas, nem isso diminuiu minha admiração pela história que a autora bolou. Os acontecimentos foram detalhados na medida, o que não deixou a leitura chata, muito pelo contrario, me fez imaginar todas as cenas com muita exatidão e fez com que minha leitura fosse fluida e rápida.
    Aos poucos passamos a conhecer um pouco sobre a origem do seu vício, um pouco sobre Tom e sua relação com Anna (sua atual esposa). A história retorna um pouco no passado, precisamente um ano antes, quando Megan começa a narrar coisas sobre o seu cotidiano. Seu estado emocional e um pouco do seu passado obscuro, desconhecido até por Sott, seu esposo (Jason – na cabeça de Rachel).
    A estrutura da trama me lembrou muito Garota Exemplar. E isso é um elogio, só para que fique claro – a estrutura é semelhante, mas a história criada por Hawkins é completamente original e viciante.
    A trama se desenvolve aos poucos e apenas no final é completamente esclarecida, mas a cada página uma informação nova é entregue ao leitor, a isso torna praticamente impossível uma pausa na leitura.

    Minhas expectativas pelo livro eram altíssimas, e confesso que eu estava com muito medo de me decepcionar. Mas não – a autora conseguiu me surpreender, pois não somente atendeu a tudo que eu esperava, ela superou minhas expectativas.
    Se você gosta de suspense, leia A Garota no Trem. Nada de comparar com Garota Exemplar. Dois livros muito bons, mas com um oceano de diferenças entre eles.

    A adaptação chega as telonas dia 24 de novembro deste ano!