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  • Arquivo de 'Críticas'



    postado por: redacao | 07 mar 2016

    Entertainment Weekly realizou o desejo de muitos de nós e já viu Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Juntamente com a informação sobre a edição do Entertainment Weekly focado no filme, Breznican forneceu algumas primeiras impressões sobre Batman vs Superman.
    Note que isso não é uma crítica completa, mas apenas algumas informações avulsas e aleatórias sobre o que esperar do filme.
    Anthony publicou em seu twitter uma imagem com 6 tópicos sobre o filme, dizendo “Eu tenho que ir escrever, mas ultimas coisas que eu direi sobre ver #BatmanvSuperman. (Pessoalmente, eu estava feliz.)”

    E então nós temos a lista de 6 tópicos:
    Se você amou Homem de Aço, você irá amar Bvs.
    Se você amou Homem de Aço, mas não o final — Bvs pode redimir isso.
    Se você odiou Homem de Aço e toda a coisa sombria, tudo bem, provavelmente não é pra você.
    A Mulher-Maravilha é assustadora.
    Tem um momento entre Batman e o Superman que vai fazer mesmo o olho mais cínico lacrimejar um pouco.
    Fãs vão ter muito o que discutir (e brigar.)

    Em outros tuítes, Breznican disse que “o filme cumpriu as expectativas e surpreendeu. A maneira como Batman e Superman lutam é demais”.

    “Superman é muito rápido e tem visão de raio-X , mas ele não tem a visão de guerrilha do Batman – por isso, quando uma mera bomba de fumaça é lançada, ele não tem pressa. Superman assume que ele tem o seu adversário já abatido. E, acredite ou não, Batman está aproveitando ao máximo desse excesso de confiança”, conclui.

    Crítica postada no Reddit sobre o filme Batman vs Superman: Origem da Justiça: “De modo geral, Batman vs Superman é o melhor filme de quadrinhos desde O Cavaleiro das Trevas, e não posso esperar para vê-lo novamente em março.”

     

    Fonte: Comicbook

    postado por: redacao | 03 mar 2016

    Como ser solteira segue o modelo de uma típica (e boa) comédia, que nos faz dar gargalhadas do início ao fim.

    Ele é uma comédia romântica, mas supostamente uma comédia romântica “diferente”. Além de Alice, o filme nos mostra a vida de Lucy (Alison Brie), Meg (Leslie Mann), que é irmã de Alice, e Robin (Rebel Wilson). Lucy está doida para casar e tentar achar o homem ideal em sites de encontro, Meg vive trabalhando, vive sozinha e aparentemente não precisa de qualquer romance, enquanto Robin é uma solteira convicta que quer curtir todas as festas que puder.

    A história começa quando a protagonista Alice (Dakota Johnson), depois de passar toda a adolescência namorando, quer dar um tempo de seu relacionamento para ter a sensação de estar solteira. Para compartilhar esse conteúdo, por Com isso, ela vira melhor amiga da baladeira Robin (Rebel Wilson) e começa a frequentar a noite de Nova York, principalmente o bar de Tom (Anders Holm). Daí, o filme se desenrola em tramas paralelas onde entra a personagem Lucy (Alison Brie), uma mulher louca para arranjar um marido pela internet, somos apresentados à irmã mais velha de Alice, Meg (Leslie Mann), que foca sua vida na carreira médica e nunca teve tempo para algo mais sério.

    Há na história também, é claro, homens. Mas é interessante que, na maneira como o filme foca neles, os torna sensíveis a um ponto de impedir o estereótipo do homem perfeito das comédias românticas típicas. Por mais que seus métodos possam ser criticados, a escolha casual de Tom (Anders Holm) não o torna machista/sexista. A sinceridade do personagem parece absolve-lo, primeiro porque ele não subjuga ou se acha melhor que qualquer mulher. O mais vital é, entretanto, a forma na qual Como Ser Solteira encontra para impedir que sua história, também, termine em um típico clichê redentor. O mesmo serve para o David de Damon Wayans Jr., que mesmo com uma breve trama, se mostra satisfatória e extremamente catártica, de maneira funcional. Mesmo a mais convencional das tramas masculinas, que envolve o Ken de Jake Lacey, funciona muito bem. A maneira como este personagem se envolve com a personagem de Leslie Mann resulta na compreensão de um papel diferente, tanto do homem como da mulher, na sociedade contemporânea. Há uma inversão de papéis, mas há, também o estabelecimento da mulher independente, coisa rara de se ver no cinema, ainda mais em filmes de grandes estúdios.
    O longa contém boas sacadas, como quando Lucy procura um Wi-Fi aberto a todo custo – quem nunca? Mulheres poderão reconhecer-se em muitas das situações relativas aos seus relacionamentos e carreira, desembocando em uma jornada de auto-descobrimento.
    Há uma química no bom elenco que passa uma sensação de naturalidade também muito boa. O que reflete na veia cômica de Como Ser Solteira, que é autenticamente divertido, engraçado de maneira natural e sem piadas que se enquadrem como um escárnio desnecessário. Nem o exagero se faz presente, o que é uma surpresa em qualquer filme estrelado por Rebel Wilson.
     
    A trilha sonora é bem animada, com diversas cenas em baladas bem agitadas. O final não segue a linha do óbvio, como em muitos filmes do mesmo gênero.
     
    Dirigido por Christian Ditter (Simplesmente Acontece), que fez um ótimo trabalho ao conduzir isso tudo, de forma que o espectador se diverte entre piadas e momentos mais pesados, nos levando em uma montanha-russa entre o drama da realidade e as situações que acabam sendo engraçadas por serem verdadeiras ou por uma amiga que tenta nos colocar para cima.
     
    O lado romântico do filme Como ser Solteira está presente. Se você gostou do filme “Diário de Briget Jones”, então terá uma releitura mais jovem e com mais pegação. Vale a pena assistir Como Ser Solteira, certamente você irá se divertir e, em algum momento, ainda pensar sobre decisões tomadas em sua vida, quando era solteiro ou solteira.
     
    Distribuído pela Warner Bros., Como Ser Solteira está nos cinemas.

    Veja o Trailer :

    postado por: redacao | 18 fev 2016

    O Regresso é quase uma experiência sensorial, baseado no livro – “O Regresso“, de Michael Punke da editora Instríseca.

    Após um prólogo de flashbacks belíssimos que, em off, estabelecem a persistência de Glass, são criadas as bases de direção e visual do longa: paisagens quase surreais (um alagado é especialmente bonito) que servem de moldura para cenas de ação captadas por meio de longos takes em uma câmera fluída. Aliás, a abertura é uma grande pancada de flechas e sangue.
    “O Regresso” resgata a figura real Hugh Glass, geralmente associada a um mito. De um lado, há os subordinados ao capitão Andrew Henry (Domhnall Gleeson). Do outro, a tribo de índios Arikara. Ao ver todos os homens de Henry sendo selvagemente massacrados, Glass age em sua defesa.
    Um grande problema está no mal estar que a presença de Hawk provoca, um sujeito de origem indígena com um passado obscuro. Os atritos são especialmente gerados por John Fitzgerald (Tom Hardy), que pode não ser tão leal a Henry quanto proclama e que logo se converterá em um grande pesadelo para Glass ao assumir uma postura que o atingirá intimamente. A cena em que Glass é quase morto por um urso recriado em CGI espanta pela brutalidade e a transparência como exibe cada um dos danos físicos provocados. Regresso é tanto uma luta interna do personagem de DiCaprio para superar suas limitações físicas e contra a natureza implacável. O ponto em que os papéis de herói e inimigo são integralmente assumidos por Hugh Glass e John Fitzgerald é exatamente aquele em que “O Regresso” passa a evidenciar os seus limites. O roteiro de O Regresso (escrito a quatro mão pelo diretor e por Mark Smith, baseado em parte no livro de Michael Punke) coloca Glass como um homem da fronteira com uma missão: conduzir um grupo de caçadores em uma expedição comercial – eles buscam pele de animais para comércio – até a segurança do forte. Ele não é, entretanto, um “homem civilizado”, tendo se relacionado com uma nativa e, agora, na companhia de seu filho mestiço. O filme é sobre a violência das boas intenções, sobre a conquista celebrada pelos “justos” e as cinzas que ela gera. Hugh Glass pode ser o último elo entre os dois mundos, a possibilidade de uma convivência pacífica, de um mundo compartilhado. Mas isso lhe cobra o preço supremo. Se a conclusão bolada por Iñárritu é até vulgar, já que se resume no embate entre dois homens, o caminho até lá é uma demonstração do melhor que o cinema moderno pode oferecer. O Regresso é absolutamente impressionante visualmente – e o maior êxito do longa é a primorosa fotografia de Emmanuel Lubezki. as ótimas locações (do Canadá à Patagônia argentina) ajudaram muito, mas sua técnica aqui é soberba: praticamente cada frame é um vislumbre visual – isso sem falar nos estonteantes planos-sequências, principalmente nas cenas de perseguição e no ataque indígena no início da filme. Do meio para o final o ritmo se torna bastante lento, mas o andamento de forma alguma se torna monótono, nem mesmo quando ganha toques líricos. Prepare-se para dar de cara com cenas brutais, de um extremo realismo, que fará você se revirar na poltrona. Mas prepare-se também para ver sequências emocionantes de tão belas.
    Alejandro G. Iñárritu deixa sua marca em outro filme esteticamente perfeito, ele consegue extrair de uma história que possivelmente já se tornou um clichê dos roteiros, relação indígena-‘homem branco’, algo muito mais peculiar e profundo em tal situação. O diretor soube focar nas emoções dos personagens utilizando câmeras que evidenciam as expressões faciais dos atores. Leonardo Dicaprio é a estrela principal do longa e sua indicação ao Oscar é uma rendição por todo esse tempo no qual Leo vem fazendo um bonito trabalho sem tal reconhecimento. A atuação de Leo é o que conduz o filme, a respiração do personagem traz o ritmo para as cenas e faz com que os telespectadores sofram junto.A indicação e a possível premiação vieram no momento certo, pois sua atuação em O Regresso é algo louvável. Tom Hardytambém é de plausível competência e destaque. Tom que vive o antagonista, o interpreta de forma singular sem muitas vinculações ou trivialidade, tornando o personagem mais humano (mesmo dentro de seu papel como antagonista).
    A história de Hugh Glass é uma história de sobrevivência: “O que não mata, te faz mais forte”, a um nível totalmente novo. “O Regresso” não vai apenas te entreter, mas vai desafiar seu coração.

    ASSISTA AO TRAILER E CORRA PARA O CINEMA:

    CURISIDADES:
    Leonardo DiCaprio diz que O Regresso foi o filme mais difícil de sua carreira. O ator revelou que dormiu na carcaça de animais, comeu bisão cru e nadou regularmente em rios congelados durante as filmagens do filme.

    O filme foi rodado exclusivamente com luz natural, o que favoreceu muito a performance de Lubezki – bem como a montagem de Stephen Mirrione, que evita a perda de ritmo (para uma película com mais de duas horas e meia de duração), o tornando menos cansativo do que se pode esperar.

    Foram 6 meses de filmagens, e produção sofreu uma série de contratempos durante as filmagens, que foram atrasadas e muitas cenas foram refeitas. Além disso, alguns profissionais foram demitidos e o orçamento de US$ 95 milhões foi estourado.

    O filme é baseado em fatos reais, narrados no livro The Revenant: A Novel of Revenge, de Michael Punke.

    postado por: redacao | 25 jan 2016

    A 5ª Onda é um longa baseado no livro homônimo do autor norte-americano Rick Yancey, lançado tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil em 2013. Com uma história que se passa nos dias atuais.
    O filme primeiramente é narrado pela jovem Cassie Sullivan (Chloe Grace Moretz). Antes de tudo aquilo acontecer, ela era uma jovem normal do Ensino Médio. Cassie era uma das líderes de torcida e tinha uma paixonite por um colega do colégio e integrante do time de futebol americano, Ben Parish (Nick Robinson, de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros).
    Um dia, se aproxima da Terra uma superestrutura alienígena. Por alguns dias, ela fica apenas estacionada sobre o planeta, obviamente, bem em cima dos Estados Unidos. A notícia corre o país velozmente, e logo a apreensão toma conta de toda a população. Eles não se comunicam, e ficam quietos por alguns dias. Até que eles resolvem desligar todos os produtos eletrônicos e tecnológicos do planeta; até mesmo carros e aviões! Essa ficou conhecida como a primeira onda. Em seguida, a segunda onda, terremotos gigantescos que ocasionam enormes tsunamis matam uma boa parcela da população humana. A terceira onda, foi a mais terrível de todas. Nela o filme cita um dado muito interessante, que eu não tinha conhecimento. Existe em média, setenta e cinco pássaros para cada ser humano na Terra. E os alienígenas, infectam todos eles com um vírus letal, que dizima noventa e sete por cento da raça humana. Essa doença acomete a mãe de Cassie, e ela morre. Depois da terceira onda, Cassie, seu pai e seu irmão mais novo, Sam abandonam sua casa, e encontram um lugar na floresta, onde há um abrigo com mais de trezentas pessoas. Lá eles encontram uma comunidade bem organizada, onde podem conseguir o básico para a sobrevivência. Mas a apreensão de qual será o próximo ataque dos Outros, é assim que as pessoas passam a chamar os invasores; paira sobre todos. E logo, se descobre que eles podem parasitar o corpo humano, sendo essa a quarta onda. O desespero se alastra, e não se pode confiar em mais ninguém que não se conheça. Nessa altura, o Exército chega ao acampamento de Cassie, e leva as crianças e jovens para uma base militar, entretanto Cassie não consegue ir com Sam, e acaba perdendo seu pai de uma forma brutal. Orfã e longe de seu irmão, ela não vê saída, precisa ir atrás dele, afinal é tudo que lhe resta. Durante o caminho, conhecemos um novo personagem : Evan Walker. Os outros estão caçando os sobreviventes da segunda e terceira ondas, para aniquilar de vez toda a população humana. Mas Cassie aprendeu a ser muito cautelosa, e desconfia da generosidade de Evan; que desempenha um papel muito importante no desenrolar do filme. E a pergunta que todos queremos saber, o porque dos ataques, é algo muito banal e trivial; que o ser humano usa muitas vezes como motivo para as atrocidades que cometemos. No fim das contas, não somos diferentes dos invasores.
    Agora, a jovem está indo buscar o seu irmãozinho, Sam (Zackary Arthur, da série Transparent), que acaba se separando dela ao ser levado para uma base militar norte-americana pelo General Vosch (Liev Schreiber, da série Ray Donovan), que recolhe crianças e jovens das proximidades. Durante o trajeto até a base, Cassie acaba conhecendo Evan Walker (Alex Roe), que a ajuda quando acontece um incidente com ela quando atravessava uma estrada.

    Na base, os militares, sob a liderança do General Vosch, estão treinando crianças e jovens para enfrentarem os alienígenas. Estes ficam conhecidos como Os Outros. O general acredita que eles estão atacando as poucas áreas metropolitanas restantes e esta seria a 5ª onda. Os jovens, então, são divididos em esquadrões que irão até aquelas áreas. Entre os jovens que lideram e formam uns desses esquadrões, respectivamente, estão Bem e Sam. O longa mostra que o militarismo pode ser tirano e trata sobre o egoísmo dos seres humanos, que destroem a Terra e seu ecossistema, mas ficam ultrajados pelos extraterrestres ocuparem territórios para fins utilitaristas, um verdadeiro paradoxo.

    Antes de mais nada é preciso dizer que SIM, a adaptação do filme está bem fiel ao livro. Obviamente que existem coisas que são diferentes, detalhes que não fazem alterações na história mas que, para quem leu o livro, são bem simples de identificar. Conseguimos sentir exatamente as mesmas sensações que tivemos durante a leitura, as mesmas aflições, nervosismos, ansiedades e expectativas com o que viria a seguir.
    Os efeitos foram o grande destaque do filme, muito bem realizados, daquele tipo que não percebemos na hora que foram cenas geradas por computação. Os atores principais tem um desempenho ótimo, com destaque para Cholë Grace (Cassie), Nick Robinson (Ben Parish) e Alex Roe (Evan Walker).
    A atuação dos atores é algo a ser bastante elogiada, principalmente com relação as crianças, sim e Evan Walker com características bem parecidas a sua descrição literária, ele conquistou o coração de todas as mulheres daquela sala de cinema e arrancou suspiros em uma determinada cena…..Vale ressaltar que na realidade todos os personagens estão bem fieis e não deixaram nada a desejar, principalmente a Chloë Grace que atuou perfeitamente e sem trazer qualquer traço de seus personagens cinematográficos anteriores

    Em meio a tantos adaptações de sagas literárias juvenil, MILIONÁRIAS, a quinta onda consegue conquistar seu público alvo, sem ter um grande orçamento só 38 milhões, e contar com uma equipe dedicada afim de que esta adaptação desse certo (para mim deu muito certo).
    Por pequenos detalhes para mim o filme não foi 100% perfeito, ficou 90%, queria ter visto um pouco mais do Ben, mas creio que conquistará os fãs que já leram e o público que terá contato pela primeira vez com a trama.

    ASSISTA AO TRAILER E CORRA PARA O CINEMA:

    postado por: redacao | 18 jan 2016

    Fui assistir Creed, como boa e eterna fã de Rocky, sinceramente não acreditava que sairia da sala de cinema sem palavras para descrever a atuação de Stallone, eu assistiria mais mil vezes. Esse sempre foi o mérito que Sylvester Stallone  deveria ganhar com as franquias, finalmente o reconhecimento chegou. Dia 10 de janeiro ele ganhou o Globo de Ouro e Ontem dia 17 de janeiro ele ganhou Critics’ Choice Awards ambos como Melhor Ator Coadjuvante por CREED- Nascido para Lutar.

    Em seis filmes (o primeiro em 1976), é possível ver a bela trajetória do pugilista Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um grande campeão que se tornou um dos personagens mais clássicos da história do cinema. Sua última vez na telona foi em 2006.

    Com um enorme legado no mundo cinematográfico, agora o garanhão italiano abre espaço para Adonis Johnson (Michael B. Jordan), filho de Apollo Creed, seu antigo rival que depois se tornou um grande amigo. Adonis carrega nas costas os mesmos medos e dilemas, ele tem a responsabilidade de honrar um legado e, ao mesmo tempo, construir um novo a partir de seu próprio nome.

    Muito mais do que meros “filmes de luta”, os seis filmes da saga Rocky fazem comentários sociais a respeito de sua devida época. ‘Creed’ está no mesmo barco que seus predecessores. Na trama, somos colocados em Los Angeles de 1997, aonde um jovem órfão negro, filho ilegítimo de Apollo, migra de orfanato a orfanato, com paradas em reformatórios para menores de tempo em tempo. É em um desses reformatórios que Mary Anne Creed (Phylicia Rashad), ex-mulher de Apollo, encontra o jovem Adonis. Ela o acolhe e apresenta a ele a história de seu pai. Mary Anne, então, cria o garoto para ser um bom homem, mas Adonis carrega no sangue o espírito de lutador de seu pai. Com o passar do tempo, Adonis, agora adulto, participa de lutas clandestinas e tem o desejo de seguir seus instintos. Mas Adonis carrega em seus ombros a sombra do legado de seu pai. Com medo de toda a responsabilidade do nome ‘Creed’, Adonis adere o sobrenome de sua mãe: Johnson. Ele então embarca em uma jornada para Philadelphia para encontrar Rocky Balboa, antigo amigo de seu pai, para treina-lo.

    Michael B. Jordan interpreta magistralmente Adonis Creed, comprovando que tem o carisma necessário para dar continuidade a franquia. Destaque também para bela Tessa Thompson no papel de Bianca, a ‘Adrian’ desse filme. Ela vive uma musicista pela qual Adonis se apaixona. O relacionamento dos dois é bem diferente da dinâmica de Rocky e Adrian. Enquanto Adrian era uma moça tímida e oprimida por seu irmão Paulie, Bianca é uma jovem independente e de atitude. Um paralelo muito interessante entre os filmes e suas épocas.

    Coogler consegue construir uma narrativa dinâmica e inovadora, e ao mesmo tempo presta diversas homenagens a tão amada saga. Seja em diálogos, menções a personagens antigos, ou o design de produção: Rocky ainda tem em sua casa as tartarugas que ele adquiriu no filme original de 1976.

    Um dos elementos chave da franquia sempre foi a trilha sonora. Dessa vez, o cargo de compositor do filme ficou nas mãos de Ludwig Göransson. Göransson acertou ao mesclar elementos da trilha original de Bill Conti junto com os gêneros em que ele é especialista: Hip Hop, trap e R & B. Outra marca registrada da franquia são os antagonistas icônicos. Apollo, Clubber Lang e Ivan Drago. Todos os personagens estão imortalizados na cultura pop cinematográfica.

    Dessa vez Stallone não assinou o roteiro. Mas a jornada e a carga emocional de Adonis é única e diferente de Rocky.

    Para finalizar, Sylvester Stallone brilha na pele de Rocky Balboa. Stallone nasceu para ser Rocky. Testemunhamos sua ascensão e seu declínio. Sua juventude e sua velhice. Sabemos quem é esse personagem e seu passado. Em determinado momento da projeção, um personagem diz que é amigo pessoal e que cresceu junto de Rocky. Adonis acredita, mas o público sabe que ele é um mero charlatão que consegue chamar clientes para sua academia somente por que Rocky treinara nela quando Mickey era vivo. Stallone mergulha emocionalmente em sua personagem de um modo nunca visto antes em sua carreira. E ele também trava uma luta pessoal absurdamente linda neste filme, ele surge fragilizado, carregando o peso de décadas em seu corpo, e cada passo seu como Rocky não surge como um ator em busca de repetir uma cartilha, e sim em aceitar os anos e encontrar novas formas de apresentar um velho conhecido.

    ‘Creed’ é o filme mais próximo do espirito original do primeiro ‘Rocky’. Em meio a uma onda de remakes e continuações em Hollywood, ‘Creed’ é a prova viva de que um filme feito pela paixão, e não apenas por dinheiro, consegue emocionar todas as gerações. ‘Creed’ é um filme feito por fãs para fãs. Se “Rocky” havia mostrado ao mundo e a Hollywood que homens podiam chorar e que filmes de luta podiam ser mais do que isso, “Creed” não fica nem um passo atrás e trabalha todos os pontos de roteiro, trilha e câmera para que seus espectadores também fiquem com os olhos marejados.

    O filme derivado da franquia Rocky, pode ter sua continuação lançada em novembro de 2017, segundo a Variety.

    Assista ao trailer e corra para o cinema: