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  • Arquivo de 'Críticas'



    postado por: redacao | 18 jan 2016

    O Critics’ Choice Awards, premiação organizada por associações de críticos de cinema e TV dos Estados Unidos aconteceu na noite deste domingo, 17 de janeiro.

    CONFIRA OS VENCEDORES:

    CINEMA

    Melhor Filme
    Spotlight – Segredos Revelados

    Melhor Ator
    Leonardo DiCaprio (O Regresso)

    Melhor Atriz
    Brie Larson (O Quarto de Jack)

    Melhor Ator Coadjuvante
    Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar)

    Melhor Atriz Coadjuvante
    Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)

    Melhor Ator/Atriz Jovem
    Jacob Tremblay (O Quarto de Jack)

    Melhor Elenco
    Spotlight – Segredos Revelados

    Melhor Diretor
    George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)

    Melhor Roteiro Original
    Josh Singer e Thomas McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados)

    Melhor Roteiro Adaptado
    Charles Randolph e Adam McKay (A Grande Aposta)

    Melhor Fotografia
    O Regresso

    Melhor Direção de Arte
    Mad Max: Estrada da Fúria

    Melhor Montagem
    Mad Max: Estrada da Fúria

    Melhor Figurino
    Mad Max: Estrada da Fúria

    Melhor Maquiagem e Penteado
    Mad Max: Estrada da Fúria

    Melhores Efeitos Visuais
    Mad Max: Estrada da Fúria

    Melhor Animação
    Divertida Mente

    Melhor Filme de Ação
    Mad Max: Estrada da Fúria

    Melhor Ator em Filme de Ação
    Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria)

    Melhor Atriz em Filme de Ação
    Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)

    Melhor Comédia
    A Grande Aposta

    Melhor Ator em Filme Cômico
    Christian Bale (A Grande Aposta)

    Melhor Atriz em Filme Cômico
    Amy Schumer (Descompensada)

    Melhor Ficção Científica ou Filme de Terror
    Ex_Machina: Instinto Artificial

    Melhor Filme Estrangeiro
    Filho de Saul

    Melhor Documentário
    Amy

    Melhor Canção
    “See You Again” (Velozes & Furiosos 7)

    Melhor Trilha
    Ennio Morricone (Os Oito Odiados)

    Genius Award
    Industrial Light & Magic

    MVP Award
    Amy Schumer

    TELEVISÃO

    Melhor Série Dramática
    Mr. Robot

    Melhor Ator em Série Dramática
    Rami Malek (Mr. Robot)

    Melhor Atriz em Série Dramática
    Carrie Coon (The Leftovers)

    Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática
    Christian Slater (Mr. Robot)

    Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática
    Constance Zimmer (UnREAL)

    Melhor Participação Especial – Série Dramática
    Margo Martindale (The Good Wife)

    Melhor Série Cômica
    Master of None

    Melhor Ator em Série Cômica
    Jeffrey Tambor (Transparent)

    Melhor Atriz em Série Cômica
    Rachel Bloom (Crazy Ex-Girlfriend)

    Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica
    Andre Braugher (Brooklyn Nine-Nine)

    Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica
    Mayim Bialik (The Big Bang Theory)

    Melhor Participação Especial – Série Cômica
    Timothy Olyphant (The Grinder)

    Melhor Telefilme ou Minissérie
    Fargo

    Melhor Ator – Telefilme ou Minissérie
    Idris Elba (Luther)

    Melhor Atriz – Telefilme ou Minissérie
    Kirsten Dunst (Fargo)

    Melhor Ator Coadjuvante em Telefilme ou Minissérie
    Jesse Plemons (Fargo)

    Melhor Atriz Coadjuvante em Telefilme ou Minissérie
    Jean Smart (Fargo)

    Melhor Série Animada
    BoJack Horseman

    Melhor Reality Show
    The Voice

    Melhor Talk Show
    Last Week Tonight with John Oliver

    Melhor Série Merecedora de Maratona (Popular)
    Outlander

    postado por: redacao | 14 jan 2016

    O filme de animação O Menino e o Mundo, dirigido por Alê Abreu, já vinha revelando uma rara unanimidade entre os críticos de cinema, nos festivais e mostras internacionais das quais participou em 2013. O aplauso do público, após o lançamento comercial brasileiro em janeiro de 2014, só confirmou que se tratava de uma novidade muito especial no cenário da animação brasileira. Não é exagero afirmar que sua relevância vai além dos filmes de animação. Traz bons ventos à cinematografia brasileira como um todo, afirmando-se como uma de nossas melhores produções audiovisuais dos últimos tempos. Segundo Alê Abreu, as ideias iniciais para fazer esse filme surgiram logo na fase de finalização de seu primeiro longa – Garoto Cósmico (2008) –, quando ele abraçou um projeto de pesquisa sobre a conturbada história do continente latino-americano, do ponto de vista das canções de protesto. De mochila nas costas, percorreu diversos países, estudando história e música, levando consigo um caderno de anotações, uma espécie de diário com rascunhos de ideias e muitos desenhos.

    Foi nessa viagem que o menino lhe surgiu. Batizado inicialmente de Cuca, tempos depois perdeu o nome. O diretor optou por chamá-lo apenas de menino.

    Nos anos seguintes, era como se o menino tivesse vida própria e lhe contasse passagens de sua história, sem linearidade e sempre na ambiência daquela viagem e da música latino-americana. A primeira imagem que brotou foi a de um menino em um jardim muito colorido, brincando com bichos e plantas, até que é levado pelo vento, aventurando-se pelo mundo. A motivação de sua viagem é a saudade do pai, que tomara um trem em busca de trabalho no campo ou na indústria, já que a plantação de sua pequena propriedade não mais sustentava sua família.

    O processo de produção do roteiro se deu de forma atípica. Ideias desconexas foram se juntando, ligadas muito mais por música e desenhos, já que o cineasta é artista plástico e tem forte ligação com a linguagem musical. Talvez por isso, há poucos diálogos no filme, que são falados em português de trás para frente. Desta forma, a palavra “menino” é falada “oninem”. A palavra “adeus” é “sueda”. O mesmo se aplica às propagandas e telejornais que estão sempre nesta linguagem (escrita e falada), dispensando palavras claras. A crítica à mídia é mordaz, mostrada como elemento de alienação e manipulação ideológica.

    A narrativa com cores e som conjugados traz um sentimento nostálgico da infância e do estado natural das coisas. Logo no início do filme, mergulhamos numa experiência sensorial indescritível, quando caímos junto com o menino no meio das árvores e depois num lago com peixes.

    Além do forte colorido feito com as mais diversas texturas e técnicas de desenho, somos acompanhados pela sonoridade de Naná Vasconcelos, que nos remete ao som das árvores e das águas. Os perigos que essa criança enfrenta no início do filme, estão na ordem do crescimento natural, dos tombos, galos na testa e arranhões no joelho, que todos nós ganhamos na primeira infância.

    Como o filme é mostrado a partir dos olhos ingênuos e perplexos do menino, com fala incompreensível, o espectador veste sua pele e sente como ele os problemas do mundo adulto, ainda que não os entenda e que nada lhe seja explicado. Apesar de sentirmos como ele, nós somos adultos, por isso vem uma grande aflição em relação aos perigos que o menino enfrenta.

    A união do desenho com a música tem presença muito forte, por exemplo, na representação dos sons da flauta: quando o pai toca a flauta em uníssono, o som é representado por bolinhas de uma mesma cor; quando aparecem vários músicos tocando uma música mais harmonizada, as bolinhas são de várias cores. A imagem do pai, cada vez mais distante, se concretiza no som da sua flauta, guiando suas aventuras. Mais adiante, quando o som vem do exército opressor, as bolinhas são pretas. A mesma oposição se dará com os pássaros que lutam: o pássaro preto está do lado do opressor e o colorido representa o movimento popular, sempre renascendo.

    A trilha sonora, composta por Gustavo Kurlat e Ruben Feffer, é essencial na narrativa e mostra influência das canções de protesto latino-americanas. Além do percussionista Naná Vasconcelos, o filme conta com a participação do rapper Emicida, do GEM – Grupo Experimental de Música e do grupo Barbatuques, marcando cada passo e respiro do menino.

    O filme é adequado para qualquer idade, pois, independente de seu engajamento e do pano de fundo sociopolítico, o filme é de uma plasticidade rara. Sua ousadia estética se dá inclusive no intenso uso do branco, em contraponto às paisagens que lembram Paul Klee ou Kandinsky.

    Outra opção estética interessante é a utilização de traços muito simples no espaço de origem do menino, com cenários feitos com lápis de cor, canetinhas e tintas. À medida que o menino trava contato com a complexidade do mundo, com as injustiças e aberrações do mundo urbano, a textura dos cenários é invadida por colagens de jornais e revistas, chegando ao ponto de pegar fogo na folha do desenho, transformando-se em vídeo, em uma cena quase apocalíptica.

    O Menino e o Mundo é uma obra humanista e densa, que mostra a complexidade do mundo por meio de um desenho simples de menino. E essa simplicidade da essência permite que o filme faça uma forte comunicação com todo tipo de espectador.

    Pensando na potencialidade do cinema como instrumento de formação cultural, este é um filme fundamental para ser visto por crianças e adultos, educadores e educandos, pois permite que aflore nosso sentimento de sujeito, como parte de uma sociedade e como parte da espécie humana.

    postado por: redacao | 14 jan 2016

    O Framboesa de Ouro 2016, celebra os piores filmes de 2015. Os “vencedores” serão anunciados em 27 de fevereiro, um dia antes do Oscar 2016.

    Confira os indicados

    PIOR FILME

    Quarteto Fantástico
    Cinquenta Tons de Cinza
    O Destino de Júpiter
    Segurança de Shopping 2
    Pixels
    PIOR ATOR

    Johnny Depp (Mortdecai)
    Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza)
    Kevin James (Segurança de Shopping 2)
    Adam Sandler (Trocando os Pés e Pixels)
    Channing Tatum (O Destino de Júpiter)
    PIOR ATRIZ

    Katherine Heigl (Home Sweet Hell)
    Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
    Mila Kunis (O Destino de Júpiter)
    Jennifer Lopez (O Garoto da Casa ao Lado)
    Gwyneth Paltrow (Mortdecai)
    PIOR ATOR COADJUVANTE

    Chevy Chase (A Ressaca 2 e Férias Frustradas)
    Josh Gad (Pixels e Padrinhos LTDA)
    Kevin James (Pixels)
    Jason Lee (Alvin e os Esquilos: Na Estrada)
    Eddie Redmayne (O Destino de Júpiter)
    PIOR ATRIZ COADJUVANTE

    Kaley Cuoco (Alvin e os Esquilos: Na Estrada e Padrinhos LTDA)
    Rooney Mara (Peter Pan)
    Michelle Monaghan (Pixels)
    Julianne Moore (O Sétimo Filho)
    Amanda Seyfried (O Natal dos Coopers e Peter Pan)
    PIOR REMAKE OU SEQUÊNCIA

    Alvin e os Esquilos: Na Estrada
    Quarteto Fantástico
    A Ressaca 2
    A Centopéia Humana 3
    Segurança de Shopping 2
    PIOR COMBO EM CENA

    Todos os Fantásticos (Quarteto Fantástico)
    Johnny Depp e seu bigode colado (Mortdecai)
    Jamie Dornan e Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
    Kevin James e tanto o seu Segway ou o seu bigode colado (Segurança de Shopping 2)
    Adam Sandler e qualque par de sapatos (Trocando os Pés)
    PIOR DIRETOR

    Andy Fickman (Segurança de Shopping 2)
    Tom Six (A Centopéia Humana 3)
    Sam Taylor-Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
    Josh Trank (Quarteto Fantástico)
    Os Wachowskis (O Destino de Júpiter)
    PIOR ROTEIRO

    Quarteto Fantástico
    Cinquenta Tons de Cinza
    O Destino de Júpiter
    Segurança de Shopping 2
    Pixels
    FRAMBOESA DA REDENÇÃO

    Elizabeth Banks
    M. Night Shyamalan
    Will Smith
    Sylvester Stallone

    postado por: redacao | 11 jan 2016

    Na noite deste domingo, 10 de janeiro, a edição 2016 do Globo de Ouro, premiação da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. Com muitas surpresas em suas premiações, o evento deu o que falar.

    O homenageado deste ano com o prêmio Cecil B. DeMille foi Denzel Washington, ator e produtor que em início de carreira estrelou a série St. Elsewhere, entre 1982 e 1988. Ele recebe o prêmio por sua contribuição para a indústria do entretenimento.

    * ‘O Regresso’ é o grande vencedor da premiação – Sinopse: 1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

    Confira a lista completa de vencedores:

    Melhor Filme Estrangeiro
    Filho de Saul

    Melhor Atriz – Minissérie/Telefilme
    Lady Gaga (American Horror Story: Hotel)

    Melhor Canção Original
    Writing’s On The Wall (007 Contra Spectre)

    Melhor Série – Drama
    Mr. Robot

    Cecil B. DeMille Award
    Denzel Washington

    Melhor Diretor
    Alejandro González Iñarritu (O Regresso)

    Melhor Atriz – Série Drama
    Taraji P. Henson (Empire)

    Melhor Atriz – Comédia/Musical
    Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso)

    Melhor Filme – Comédia/Musical
    Perdido em Marte

    Melhor Atriz – Drama
    Brie Larson (O Quarto de Jack)

    Melhor Ator – Drama
    Leonardo DiCaprio (O Regresso)

    Melhor Filme – Drama
    O Regresso

    Melhor Atriz Coadjuvante
    Kate Winslet (Steve Jobs)

    Melhor Atriz Coadjuvante – Série/Minissérie/Telefilme
    Maura Tierney (The Affair)

    Melhor Atriz – Série Comédia/Musical
    Rachel Bloom (Crazy Ex-Girlfriend)

    Melhor Série – Comédia
    Mozart in the Jungle

    Melhor Minissérie/Telefilme
    Wolf Hall

    Melhor Ator – Minissérie/Telefilme
    Oscar Isaac (Show Me a Hero)

    Melhor Ator Coadjuvante – Série/Minissérie/Telefilme
    Christian Slater (Mr. Robot)

    Melhor Trilha Sonora
    Os Oito Odiados

    Melhor Ator – Série Drama
    Jon Hamm (Mad Men)

    Melhor Ator – Comédia
    Matt Damon (Perdido em Marte)

    Melhor Longa de Animação
    Divertida Mente

    Melhor Ator Coadjuvante
    Sylvester Stallone (Creed)

    Melhor Roteiro
    Aaron Sorkin (Steve Jobs)

    Melhor Ator – Série Comédia
    Gael García Bernal (Mozart In The Jungle)

    Assista ao Trailer de “O Regresso” vencedor de 3 categorias: O filme estréia dia 04 de fevereiro no Brasil.

    postado por: redacao | 02 out 2015

    A terra está sendo invadida por extraterrestres, bem diferentes desses que você acabou de pensar. O livro conta a história de Cassie, uma menina de dezesseis anos que perde quase tudo com a chegada dos Outros, uma raça alienígena que pretende exterminar os humanos ao decorrer das ondas. O livro começa com Cassie sozinha, desconfiada e com medo, mas também determinada a encontrar o irmão, ao decorrer das páginas você descobre como ocorreram as ondas, a vida de Cassie antes da chegada dos outros, as perdas de Cassie…
    Os seres criados por Yancey são completamente diferentes de qualquer coisa que tem por aí, pelo menos eu nunca vi nada igual.
    Bom, talvez nem tão diferentes assim. Uma coisa sobre eles você provavelmente imaginou certo: são extremamente inteligentes. Para livrar completamente a terra de qualquer ser humano afim de tomá-la, eles elaboraram ataques geniais. Ondas:
    ⦁ A 1ª Onda: Apagam-se as luzes.
    ⦁ A 2ª Onda: Começa a arrebentação.
    ⦁ A 3ª Onda: Pestilência.
    ⦁ A 4ª Onda: Silenciador.
    ⦁ A 5ª Onda: …
    Quando a gigantesca nave surgiu no céu, os humanos foram ingênuos o suficiente para achar que eles eram amigáveis. O pai de Cassie Sullivan era um deles, ela não. E ela estava certa. No 11º dia após a aproximação deles, um PEM, Pulso Eletromagnético atingiu a terra, é “capaz de destuir equipamentos microeletrônicos sólidos, como computadores e meios de comunicação”. Ou seja, esse pulso privou os humanos de qualquer equipamento eletrônico; celulares, carros, até aviões, que caíram todos ao mesmo tempo quando o PEM atingiu a terra, além de ser responsável por derrubar toda a rede elétrica mundial, deixando todos na escuridão, matando cerca de meio bilhão de pessoas. Esse ataque ficou conhecido como A Primeira Onda.
    “A 1ª Onda levou meio milhão de pessoas. A 2ª Onda fez esse número parecer uma piada.” – Cassie, Página 39.
    Uma grande parte da população que sobreviveu à onda anterior morreu durante a segunda onda. Os “Outros” provocaram terremotos de magnitudes altíssimas, que, ao atingir as placas tectônicas que circundavam os continentes, deram origem às super ondas chamadas de tsunamis. Acontece que 40% da população se encontrava a uma distância de 90 quilômetros do litoral. 3 bilhões de pessoas. Mortas em questão de horas.
    “A 1ª Onda terminou em segundos. A 2ª Onda durou um pouco mais. Cerca de um dia. A 3ª Onda? Essa durou ainda mais: 12 semanas. Doze semanas para matar… bem, papai calculou que 97% dos desafortunados sobreviveram às duas primeiras.” – Cassie, Página 39.
    A Terceira Onda veio para levar os que tiveram azar o suficiente para sobreviver à Segunda Onda. Os Outros liberaram na terra um vírus mortal que, de acordo com o pai de Cassie, era uma versão alterada e mais mortal do ébola.
    “O vírus se instala nos pulmões, provoca uma tosse persistente, febre, dores de cabeça. Uma dor muito forte. Você começa a cuspir gotículas de sangue repletas de vírus. O “micróbio” entra no fígado, nos rins, no cérebro. Agora eles já são bilhões dentro de você. Você se tornou uma bomba viral. E, quando explodir, vai atingir todos ao seu redor com o vírus, Eles chamam isso de dessangramento. Como ratos que fogem de um navio prestes a afundar, o vírus é expelido por todos os orifícios, A boca, o nariz, os ouvidos, o ânus, até os olhos. Você chora lágrimas de sangue, literalmente.” – Cassie, Página 40.
    Os poucos que sobreviveram a essa onda por possuir imunidade natural às doenças foram tolos o suficiente para achar que tudo estava acabado. “Talvez isso seja tudo, pessoal! Eles vão embora e nós só temos que limpar tudo e recomeçar!” Errado. Foi aí que A Quarta Onda atingiu. Silenciadores. Talvez o ataque mais genial de todos até então. Outros assumiram a identidade de humanos e começaram a caçá-los. Os humanos não tinham mais em quem confiar. Qualquer um podia ser um deles. Qualquer um podia matar qualquer um. O mundo agora seguia o famoso lema “Atire primeiro e pergunte depois”.
    “Como livrar a terra de 7 bilhões de humanos? Tire a humanidade deles”
    Agora, numa busca incansável por seu irmãozinho, Sammy, Cassie tem que sobreviver à Quarta Onda enquanto espera pela Quinta, que pode cair sobre ela a qualquer momento. No caminho ela encontra Evan, um jovem por quem ela imediatamente se sente atraída, mas também é atormentada pelo fato de não saber se pode ou não confiar nele. Os dois logo se apaixonam, mas ele insiste em manter um lado sombrio e misterioso, enquanto ela continua na dúvida sobre quem ele realmente é. Mas como podemos sobreviver, se as únicas pessoas com quem podemos contar não são confiáveis?
    Cada página é ainda mais atraente que a anterior. A ansiedade dos personagens é transmitida ao leitor, que se vê tão angustiado quanto aqueles que procuram sobreviver enquanto vivem de maneira precária, lutando uns contra os outros, sem saber quando A Quinta Onda chegará ou como ela será. A única certeza de Cassie (não de Cassidy, nem de Cassandra, mas de Cassiopeia) é que ela virá um dia. E talvez ela seja a que vai, finalmente, eliminar os últimos humanos que lutam desesperadamente para sobreviver.

    A alternância de narradores, hora narrado por Cassie, hora por Ben e alguns capítulos narrados em 3ª pessoa, isso contribuiu para se ter uma noção ampla do impacto da chegada dos Outros por diferentes personagens. Uma leitura forte e cheia de detalhes, que nos faz não querer parar mais de ler.

    A adaptação para as telonas chega aos cinemas brasileiros dia 21 de janeiro, assista ao trailer legendado abaixo: