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  • Arquivo de 'Resenhas'



    postado por: Isabela Soares | 12 ago 2017

    Vamos conhecer o pai Vandir Luiz Ottoni que nasceu na cidade de Colorado Rio Grande do Sul, em 1959. E quebrando esteriótipos por trabalhar no ramo de transportes onde é mas conhecido, é ex bancário, formado em história pela FAPA e escritor do livro que iremos conhecer a seguir! Escolhi o Vandir porque eu o conheço de perto, é uma pessoa inspiradora por sua história e sua família. É com muito carinho, e também por ser descendente de italianos e muito do que ele relata em seu livro me fez relembrar de minha infância no interior, apesar das dificuldades muito se aprende como valores familiares e costumes em sua linda obra.

    Ao menos para esta publicação o Vandir teve um trabalho de cinco anos, viajou à Vincenza, na Itália, e lançou uma publicação onde conta a história e a árvore genealógica de sua família. O livro ajudou a reiterar o pensamento de Vandir em relação à importância dos livros em uma sociedade recheada de meios digitais. “Essa é a peculiaridade do livro. Ele mantém a história para a posteridade. Neste livro é possível resgatar u pouco da língua, de sua culinária, artesanato, das festas (filó), dos jogos, das orações, agricultura.

    livro_vandirO Livro Famílias Signori e Ottoni narra a fascinante história dessas duas Famílias, suas origens, a saga, a viagem, os costumes, o legado dos primeiros imigrantes italianos em solo brasileiro, são alguns dos pontos, que marcam esse fantástico livro.

    O sobrenome italiano Signori foi classificado como tendo sua origem em um apelativo popular ligado a uma atividade profissional exercida pelo portador inicial, ou seja, ligado a um trabalho que este executava com a finalidade de suprir suas necessidades e de manter seus dependentes. Depois do Concilio de Trento, com a exigência dos sobrenomes, muitos adotaram os de suas profissões, estas na época eram transmitidas de pai para filho, para fazer distinções entre indivíduos que tinham o mesmo prenome, mas outra profissão.

    A família Ottoni tem sua origem na Itália, na região de Matellica, e recebeu esse nome quando, em uma batalha no século X, os antepassados de Theóphilo Ottoni, Ludovico e Pietro delle Ponte, lutando ao lado de Othon I, saíram vitoriosos e foram acolhidos na família do Imperador como príncipes perpétuos do reino, com direito ao nome.

    Para embarcar com destino ao Brasil há 140 anos, os antepassados de milhões de gaúchos tiveram de abandonar familiares e residências e percorrer longos trajetos a pé e de trem, da porta de casa até o porto da cidade de Gênova, com filhos a tiracolo e pertences reunidos em baús de madeira e trouxas de pano.
    – A pobreza absoluta é o grande móvel desse episódio chamado imigração italiana, e ela está como uma referência para a memória coletiva – destaca a pesquisadora Cleodes Piazza Julio Ribeiro, descendente de Tommaso Radaelli, um dos três primeiros imigrantes que chegaram a Nova Milano (hoje distrito de Farroupilha, na Serra) em 20 de maio de 1875.
    As longas viagens nos navios com destino à América prometida que vênetos, trentinos e lombardos começaram a cultivar a ideia de italianidade como é conhecida hoje no Rio Grande do Sul. Empurrados pela pobreza – e, ainda mais, pelo medo dela –, os imigrantes passaram a se sentir parte de uma mesma identidade étnica. Na travessia do Oceano Atlântico, uma Itália passava a ser construída fora da Itália no final do século 19. Em meio à crise agrária que assolava a Europa, o país recém havia finalizado a unificação, em 1870.
    Não há muita atenção de pesquisadores italianos sobre a vinda dos compatriotas a terras brasileiras. Praticamente não se trata desse tema nas escolas italianas, e a preferência de estudiosos recai sobre a ida dos italianos aos Estados Unidos e à Argentina.

    Este livro tem como objetivo prestar uma homenagem a esta brava gente, a este povo destemidos em sua longa jornada cheia de dúvidas e medos, mas com esperança de algo melhor imigraram para o Brasil, não deixe de ler é a cultura de nossos colonizadores algo que não devemos deixar se perder no tempo.

    Se este livro tivesse que ter um segundo título seria “A FAMÍLIA”.

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    Relato do seu filho primogênito Braian neste Dia dos Pais:

    Ottoni

     

    por Viviane M. Santos.

    FELIZ DIA DOS PAIS!

    postado por: Isabela Soares | 12 ago 2017

    Lázaro é pai, e neste dia nada melhor do que falar de sua obra recém lançada.
    Neste livro Lásaro nós conta sobre a sua infância, sobre a ilha de Paty na Bahia, como foi ser uma criança vivendo em uma ilha.
    Conta-nos como foi viver em um círculo protetor onde a questão de ser negro não era falada, pois onde ele cresceu a grande maioria era de pessoas como ele.
    Como foi quando ele saiu desse círculo protetor e teve que encarar o racismo.
    Brinda-nos com as emoções da primeira vez que ouviu o orgulho de ser negro em um carnaval cantado a plenos pulmões.
    Ficamos sabendo como as questões raciais entraram forte na vida dele quando ele se juntou ao grupo Bando de teatro Olodum.
    Lázaro nós mostra que os convidados do seu programa na TV Brasil , o Espelho , lhe trouxeram muitos ensinamentos. O livro não é uma autobiografia, mas Lázaro compartilha conosco um pouco de sua história e trajetória que faz ele ser quem ele é hoje e pensar como pensa hoje. Ao rejeitar qualquer tipo de segregação ou radicalismos, Lázaro nos fala da importância do diálogo. Não se pode abraçar a diferença pela diferença, mas lutar pela sua aceitação num mundo ainda tão cheio de preconceitos.
    De uma maneira leve e sincera, o escritor nos mostra como diversas ações que passam despercebidas por grande parte dos brasileiros, são discriminatórias e alimentam cada vez mais o racismo enraizado da nossa sociedade. Lázaro Ramos, munido de diversas referências, consegue nos fazer enxergar e ficar atento com as mazelas que tornam o Brasil um país excludente, um país que veladamente extermina a raça que faz parte de suas origens.
    Acredito que Na minha pele é uma ótima leitura para discutir o tema em salas de aula e contribuir para o incentivo da leitura. A narração fluida faz com que a voz de Lázaro Ramos ecoe na nossa cabeça conforme lemos cada palavra. A linguagem clara e objetiva nos faz sentir próximos ao escritor, como se estivéssemos assistindo ao seu programa Espelho, no Canal Brasil.
    A dica é que leiam o livro, releiam se puder, conversem, discutam, analisem, observem e por fim, contribua com a luta contra a discriminação por raça. Se a mudança começar por você, pelos valores que você passa para seus filhos, amigos e família, já é um grande passo para tornar o país bom para ser negro, pardo, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil, violeta e qualquer outra cor, raça, gênero que houver neste mundão tão complexo.

    Um livro fácil de ler e de sentir. Sentir com Lázaro as tristezas que o racismo provoca, sentir quantas vezes somos deixados de lado por falta de oportunidades.
    Que nosso caminho é muito mais longo e precisamos resistir.
    Eu chorei , eu ri e refleti sobre muitas coisas. O bacana de tudo é que conheci mais um pouco de Lázaro Ramos.
    Ele, como a grande parte de nossa geração, busca soluções para o racismo que mata jovens negros diariamente.
    O racismo que faz com que mulheres negras recebam menos anestesia na hora do parto, porque somos fortes e aguentamos a dor, e podemos lembrar com isso dos tempos da escravidão: “negro não tem alma, então não sente dor”.
    O racismo que faz com que nossas vidas não importem.
    Algo muito bacana de ler no livro é sobre a sua família, esse círculo protetor que Lázaro cultiva até hoje.
    Me tocou profundamente as partes que ele fala de sua mãe. Outro ponto importante para observar é a relação com o pai.
    Foram de grande aprendizado e ao mesmo tempo acolhedoras as horas passadas com Lázaro em NA MINHA PELE.
    Sabe quando você lê algo que te toca? Pois você entende perfeitamente o sentimento do autor do livro, é isso que o livro fez comigo.

    postado por: Isabela Soares | 06 fev 2017

    “Esta obra, best-seller na França, faz um relato cínico da juventude parisiense do terceiro milênio. O livro é um misto de romance e relato confessional. A autora Lolita Pille é jovem, rica, usa drogas, gasta fortunas em roupas e causou muita polêmica ao lançá-lo . A protagonista é um alter ego da autora, despreza os que não pertencem ao meio e faz sexo como quem troca de roupa.”

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    Esse livro conta a historia de Ella, mais conhecida como Hell, que cá entre nós, amei ela se chamar assim, uma garota de 17 anos, e acredite, as vezes nem eu achava que ela tinha essa idade, rica, que só anda com roupas de marca, e como todos sabem, a maioria dessas pessoas não ligam pra nada, fumam, bebem, fazem de tudo, e ela com certeza não está fora disso, fica grávida, aborta, acontece de tudo nesse livro, mas claro, ela se apaixona, e sim, é por um filhinho de papai que só faz besteiras em sua vida, tem um capitulo que Andrea fala sobre sua vida, e que é apaixonado por Hell, mas algo horrível acontece a ele, e sim, eu chorei muito. O restante, leia para saber, acredite o final é surpreendente, recomendo muito esse livro incrível!

    Hell com certeza é um livro para ser criticado, e não amado por todos.

    postado por: redacao | 19 jul 2016

    “Liam O’Connor, Maddy Carter e Sal Vikram são adolescentes de períodos diferentes da história, com muito pouco em comum. No entando, existe um forte laço que os une: todos deveriam estar mortos.
    Os três estavam destinados a morrer em grandes catástrofes. Mas, nos últimos momentos de vida, foram abordados por um estranho que lhes ofereceu uma opção. Para escapar de um destino terrível, eles deveriam juntar-se à misteriosa Agência e se tornar TimeRiders – viajantes do tempo”

    – Como toda nova história que vai se começar a ler, tem toda essa introdução dos personagens para o desenvolvimento
    da trama.

    – O autor deixou bem simples o entendimento de onde se passa cada período ao decorrer da leitura, ele já deixa bem claro também o que cada personagem com suas habilidades serão vitais para a Agência.

    – Uma história surpreendente sobre viagem no tempo, contado de uma maneira bem leve, com muitas aventuras e ação, você fica o tempo todo: – Será que eles vão conseguir! você fica torcendo pelos personagens, pois um está no presente e outro tem que agir no passado, corrigindo alterações na vida da humanidade em geral, quando eu terminei de ler… fiquei uffa SOCORRO que loucura, mas no final deu tudo certo… E já ansiosa para ler os outros dois livros da saga: TimeRiders 2 – O dia do predador | TimerRiders 3 – O código do Apocalipse.

    – Então pra quem gosta dessa mistura de ação, aventura, ficção e suspense leia “TIME RIDERS” ele tem tudo isso! E boa leitura 😉

    Resenha por @Paty_mockingjay

    postado por: redacao | 13 jun 2016

    SINOPSE: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Janson –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

    Rachel está com a sua vida pausada, nada de novo acontece e as únicas coisas que ela tem em mente são lembranças de um passado feliz que foi destruído por causa de uma traição. Sem emprego e viciada em álcool, seus dias são todos iguais, ela acorda com ressaca, vai para Londres de trem numa tentativa de despistar sua companheira de apartamento, bebe mais um pouco e se tortura com os pensamentos do que o seu ex marido Tom estaria fazendo com sua nova esposa Anna e sua filhinha, isso quando ela não cometia uma loucura como aparecer na sua antiga casa ou ligar para eles, implorando que o seu ex lhe concedesse um pouco de atenção.

    Em uma de suas voltas de Londres, ela olha para uma casa específica, um lugar que ela amava olhar porque sentia que o casal que morava ali possuía o tipo de amor que ela tinha com o Tom antes dele trocá-la por uma mulher menos problemática que ela. No entanto, ao invés de uma cena de amor protagonizada pelo casal, ela vê algo diferente, algo que pode explicar muito dos fatos que ocorreram depois que a mulher que morava naquela casa foi dada como desaparecida. Envolvida emocionalmente mais do que deveria, ela decide que precisa fazer alguma coisa para descobrir o que aconteceu com Megan. O que ela não esperava, era que na busca por encontrar respostas para aquela mulher, ela descobrisse mais sobre ela mesma.

    Já comecei a leitura desse livro com grandes expectativas, conforme fui conhecendo melhor a história da Rachel, comecei a comparar com outros personagens que já conhecia, fui gostando um pouco mais dela e me apiedando da sua situação (mesmo que o estado em que se encontra seja culpa dela). Ela é alcoólatra, é doente, é apaixonada pelo ex marido, tem problemas com a mãe e compulsão por pessoas que ela nem conhece, só imagina.

    Aos poucos ela vai se envolvendo no caso do desaparecimento e cada nova pista, cada nova lembrança, sempre acabava mudando toda a minha opinião sobre o caso. No fim, acabei desconfiando do que aconteceu antes de ler mas, nem isso diminuiu minha admiração pela história que a autora bolou. Os acontecimentos foram detalhados na medida, o que não deixou a leitura chata, muito pelo contrario, me fez imaginar todas as cenas com muita exatidão e fez com que minha leitura fosse fluida e rápida.
    Aos poucos passamos a conhecer um pouco sobre a origem do seu vício, um pouco sobre Tom e sua relação com Anna (sua atual esposa). A história retorna um pouco no passado, precisamente um ano antes, quando Megan começa a narrar coisas sobre o seu cotidiano. Seu estado emocional e um pouco do seu passado obscuro, desconhecido até por Sott, seu esposo (Jason – na cabeça de Rachel).
    A estrutura da trama me lembrou muito Garota Exemplar. E isso é um elogio, só para que fique claro – a estrutura é semelhante, mas a história criada por Hawkins é completamente original e viciante.
    A trama se desenvolve aos poucos e apenas no final é completamente esclarecida, mas a cada página uma informação nova é entregue ao leitor, a isso torna praticamente impossível uma pausa na leitura.

    Minhas expectativas pelo livro eram altíssimas, e confesso que eu estava com muito medo de me decepcionar. Mas não – a autora conseguiu me surpreender, pois não somente atendeu a tudo que eu esperava, ela superou minhas expectativas.
    Se você gosta de suspense, leia A Garota no Trem. Nada de comparar com Garota Exemplar. Dois livros muito bons, mas com um oceano de diferenças entre eles.

    A adaptação chega as telonas dia 24 de novembro deste ano!