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  • Arquivo de 'Resenhas'



    postado por: redacao | 15 out 2015

    “Nunca me senti como se pertencesse a lugar nenhum. Mas você faz eu sentir como se pertencesse.”

    CCCCC

    ATENÇÃO! Essa resenha contém spoiler de Cidade dos Ossos, se você ainda não leu o primeiro, não leia esse post!

     

    Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações.

    No segundo livro da série, Jace se torna um Caçador de Sombras “revoltado” com tudo o que está acontecendo, talvez por não saber no que e em quem acreditar, e acaba indo aos lugares para arranjar confusão, não sei se para chamar atenção ou o que seja.
    Já ele e Clary estão tendo difíceis momentos quando se encontram, e tentando um ignorar o sentimento que um possui pelo outro, não tornando fácil esse negócio de irmão e irmã. Então Clary resolve dar uma chance para Simon, seu melhor amigo, e agora seu namorado, – sério, preciso dizer o quanto eu odiei isso? Queria entrar dentro do livro e gritar: Cara, fica com a Jace, o Jaaaaaaaace Clary, não o Simon! Na boa, fiquei estressada! u.u – acredito que para tentar convencer a si mesma que de quem ela realmente ama é Simon, e não Jace, mas isso não dá muito certo, pois todos que estão à volta de Jace e Clary percebem a atração que ambos sentem e como se comportam quando estão perto.

    “Ela sentiu o toque dos lábios dele, gentis no início, e os dela se abriram automaticamente sob a pressão. Quase contra a vontade, ela se sentiu ficar fluida e flexível, esticando-se para cima para envolver os braços no pescoço dele como um girassol roda em direção à luz.”

    A Inquiridora da Clave, Imogen Herondale persegue Jace praticamente o livro todo achando que ele está ajudando Valentine a roubar os Instrumentos Mortais, e não acredita em nada do que ele lhe diz. Até Maryse, a “mãe adotiva” de Jace chega a duvidar dele em um ponto do livro, mas Jace em momento algum deixa duvidoso à quem sua lealdade pertence.
    Nesse livro, Luke e seu bando tem uma participação maior e muito mais importante para o enredo. Sem contar que também há Maia, uma licantrope que Simon conheceu, e espero que nos próximos livros eles tenham algum envolvimento, adorei ela.
    Uma grande parte do livro também, gira em torno de Valentine, que se importa apenas com seus próprios propósitos, não se importando com quem irá se ferir ou até mesmo morrer, nem mesmo seus próprios filhos.
    A mãe de Clary ainda continua em coma, sem dar nenhum sinal de que irá acordar, o que angustia tanto Clary quanto Luke, mas o final do livro dará à Clary uma nova esperança de trazer sua mãe de volta.

    “- Todo mundo faz escolhas, e ninguém tem o direito de tirar de nós. Nem mesmo por amor.
    – Mas a questão é essa – disse Clary – Quando você ama alguém não tem escolha. [… ] O amor nos tira escolhas.”

    A história é sinceramente perfeita, é bem elaborada e bem construída, Cassandra pensou em cada mínimo detalhe, uma das minhas partes favoritas desse livro foi na Corte Seelie. Foi tudo muuuuuuuuuuito intrigante e eu realmente não esperava por nada do que aconteceu ali. Fez eu despertar de vez com o livro. Um dos capítulos mais perfeitos, pelo menos na minha opinião.

    postado por: redacao | 09 out 2015

    E se todas as histórias que nos contam fossem verdade? “Cidade dos Ossos” Cassandra nos apresenta ao primeiro livro da série Os Instrumentos Mortais.
    Clary Fray, uma típica adolescente de 15 anos que vive na cidade de Nova York com sua mãe – pintora – até então leva uma vida normal: briga constantemente com a mãe, vive em perfeita harmonia com o melhor amigo, Simon, e com o amigo de sua mãe, Luke, presença constante em sua casa. Em uma noite, ela resolve ir ao Pandemônio, uma boate, com seu melhor amigo Simon, e o que tinha tudo para ser uma noite normal como todas as outras, acaba sendo sua última como uma “mundana” comum. O que aconteceu na boate não chamou a atenção de mais ninguém – ninguém nem sequer ficou sabendo do que aconteceu lá – mas Clary viu tudo, e ela sabe que não está louca: ela tem certeza de que viu um grupo de jovens de pele tatuada matando um demônio no depósito da boate.
    Clary não sabia o que esperar depois de ter sido a única a testemunhar o estranho assassinato, mas ela não esperava que um dos assassinos – o convencido e irresistível Jace Wayland – fosse atrás dela no dia seguinte, e não para mata-la também, mas para achar respostas. Por que Clary o viu quando ninguém mais podia ver? Por que ela, uma mundana, havia sido capaz de ver a morte demônio? Clary só pôde ver o assassinato do demônio na boate por ter a Visão que só uma Caçadora de Sombras pode ter. É assim que conhecemos os Nephilins – meio anjos e meio humanos, também conhecidos como Caçadores de Sombras – Jace, Alec e Isabelle. Os três vivem no Instituto de Caçadores das Sombras de Nova Iorque, o irmão mais novo de Alec e Isabelle e com Hodge, o tutor. Os Caçadores de Sombras tem como objetivo manter a ordem entre os membros do submundo, formado por lobisomens, vampiros, feiticeiros, fadas, entre outros seres e criaturas.

    Aí surge a questão… Um Caçador de Sombras só nasce de duas maneiras: ou bebendo do Cálice Mortal, ou descendendo de uma família de Caçadores de Sombras. Clary não bebeu de cálice nenhum, não que ela se lembre, o que só deixa uma alternativa: Jocelyn, a simples e super-protetora mãe de Clary é uma Caçadores de Sombras também.
    Jocelyn, sua mãe, é sequestrada em uma noite em seu próprio apartamento, o que faz com que Clary se aprofunde ainda mais nessa história de “Caçadores de Sombras” e Jace a leva ao Instituto, onde eles moram e treinam. Lá Clary então, ouve falar dos Instrumentos mortais, o Cálice Mortal, o Espelho, e a Espada. Clary quer exigir da mãe umas boas explicações, mas o problema maior é que Jocelyn foi sequestrada naquele mesmo dia por Valentim, o temível Caçador de Sombras que todos achavam estar morto.
    O que Valentim poderia querer com a pacata Jocelyn, afinal? O próprio Cálice Mortal, o artefato angelical que permite a quem beba dele se tornar também um Caçador de Sombras pode se tornar a principal arma de Valentim. Ao que parece, ele pretende usar o Cálice para criar um exército de Caçadores rebeldes dispostos a destruir a Clave e reerguer um novo reinado de Caçadores de Sombras, mais rígidos e mortais.

    Clary está mais envolvida com toda essa loucura do que poderia imaginar. Com a ajuda de Jace, Alec e Isabelle, ela precisa amadurecer como Caçadora de Sombras e encontrar o Cálice Mortal antes de Valentim.

    Para piorar tem Simon, o amigo de todas as horas que decidiu ser mesmo um amigo de todas as horas, inclusive as mais perigosas e mortais. Tem também Jace, que com seu jeito metido e mal-educado vai aos poucos conquistando Clary. Além de tudo isso, ainda há um clima de romance no ar.

    “Alguma coisa a respeito de Jace fazia com que ela quisesse insistir, quebrar a crosta de cinismo e fazê-lo admitir que acreditava em alguma coisa, sentia alguma coisa, se importava com qualquer coisa que fosse.”QIQIQIQIQ

    A narração é em terceira pessoa, o que eu gostei bastante, pois assim podemos conhecer o ponto de vista de cada personagem.
    Ágil, intenso e em um universo a parte, “Cidade dos Ossos” vai te apresentar a uma saga que vai ter tudo que você realmente procura: um vilão bem construído, um amor impossível, personagens secundários com personalidade e enredos próprios, mas acima de tudo vai te fazer sofrer. E você nunca mais querer sair desse universo Shadowhunter.

    Cassandra nos convida a conhecer um novo mundo dentro deste em que vivemos, lá todas histórias que já ouvimos podem ser verdadeiras….

    postado por: redacao | 07 out 2015

    O Desafio de Ferro é o primeiro livro da saga Magisterium, fruto da parceria de duas escritoras renomadas, Holly Black(autora de A menina mais fria de Coldtown) e Cassandra Clare(autora da saga Os Instrumentos Mortais) que conta a história de Call(Callum Hunt).

    “Vocês moldarão a terra, o ar, a água e o fogo, fazendo com que se inclinem diante da sua vontade. Vocês estudarão o nosso passado a medida que se tornam o nosso futuro … Bem-vindos ao Magisterium.”

    odesafiodeferro

    Sim foi antes da trégua e ficou conhecido como o Massacre Gelado. Todos os magos que estavam aptos para lutar, foram para a batalha, assim como o campeão dos magos, a garota Makar. Mas quando o Inimigo da Morte não apareceu, Alastair soube para onde ele tinga ido: para a caverna repleta de magos, ou muito velhos ou muito jovens para lutar, os feridos e os doentes. Alastair usou toda a sua magia para chegar a caverna o mais rápido possível, mas mesmo assim ele chegou tarde. Ele só encontrou corpos, entre eles o da sua esposa e do seu cunhado. Mas por um milagre seu filho Callum estava vivo, apenas com um ferimento na perna. E quando ele se ajoelha ao lado de sua esposa para mostrar que seu filho sobreviveu, ele lê a seguinte frase que foi escrita com os últimos esforços de sua esposa antes de morrer: MATE A CRIANÇA.

    Desde criança, Call é um encrenqueiro, talvez por ter crescido sem uma mãe. Seu pai fez tudo o que pode e sempre lhe alertou para ficar longe da magia. E agora aos doze anos, ele foi convocado para participar do Desafio de Ferro e ver se consegue uma vaga para estudar na escola de magos, o Magisterium. A maioria dos presentes não fazem nem ideia do porque de estarem ali, mas Call sabe que tem que fazer de tudo para não ser aceito. Se bem que com sua deficiência na perna já é meio caminho andado para ele ser rejeitado, pelo menos pelos outros aspirantes. E sua missão parece que será fácil. No primeiro teste, para responder eles tem que fazer a caneta funcionar e Call quando consegue, é somente para jogar tinta para todos os lados até no seu cabelo, ele nem sabia que num espaço tão pequeno podia ter tanta tinta. E teste após teste, ele só faz trapalhadas e consegue ficar em último com uma nota negativa. não é a surpresa quando o Mestre Rufus, o primeiro mago a escolher seus aprendizes escolhe Aaron e Tamara os dois primeiros colocados, e em seguida escolhe Call. Seu pai enlouquece e tem que ser controlado pelo magos. A Call só resta uma saída, fazer de tudo para ser expulso. Até que o Mestre Rufus diz a ele que sabe das suas intenções e se ele sair antes de completar o Ano do Ferro, sua magia será interditada, mas se ele ficar pelo menos um ano, ele aprenderá a controlar a magia e poderá sair quando quiser. Call decide ficar e provar que pode ser o melhor mago entre os que estão ali, não é porque ele ficou em ultimo lugar que os outros são melhores que ele. Nisso ele terá a ajuda de dois grandes amigos, Tamara e Aaron. Só que há rumores de que o Inimigo está planejando quebrar a trégua, e eles precisam de um Makar, um mago do caos, para enfrentar o único Makari que está vivo, o Inimigo da Morte, que anos atras foi responsável pelo Massacre Gelado. Nem sei o que escrever de tanta emoção que estou sentindo. Eu tinha lido algumas resenhas que disseram que o livro lembrava Harry Potter. Eles estavam errados, o livro não lembra Harry Potter, ele tem todos os elementos que compõem Harry Potter. E mesmo assim, é uma história completamente nova e diferente. O ruim vai ser esperar os livros serem lançados, já que Magisterium é uma serie de cinco livros, que eu espero que sejam mais. O menino que sobreviveu, escola de magia, três amigos, um garoto que implica com o protagonista, ele por sua vez não obedece as regras da escola, são algumas das coisas que nos faz sentir aquele aperto no peito. Call é aquele personagem que já ganhou a minha simpatia desde que apareceu. Ele é o menino assustado que é perseguido na escola, É muito interessante ver a sua luta interna entre obedecer o seu pai ou fazer aquilo que pelo menos uma vez na vida ele é bom. Sem falar que ele acredita que ninguém pode gostar dele de verdade e fica chocado quando isso acontece. Aaron é o menino que não tem família e carrega sobre seus ombros o fardo de sempre ter sido abandonado até que descobriu que podia fazer magia e ser o melhor nisso. Tamara é a garota que tem que provar seu potencial aos pais, mas ela não quer ser assim, ela quer ser a garota que quebra regras e é feliz. Até Jasper, o nosso Draco, é um personagem que em algum momento, mostra sua vulnerabilidade embaixo de toda aquela arrogância.

    Podem se preparar para ler uma grande aventura, as surpresas ao longo dos capítulos são detalhes incríveis, quando ouvi falar do livro Desafio de Ferro imaginava um livro mais infantil por assim dizer, mas eu me enganei, fui surpreendida por uma história envolvente, de lutas e de amizades incríveis, que leva o leitor ao êxtase li o livro numa madrugada. Não existem palavras para definir a angústia e o gostinho de quero mais, dado a espera do próximo livro (A Luva de Cobre).
    Assista ao book trailer e depois corra para esse desafio….

     

    postado por: redacao | 02 out 2015

    Duas histórias. Dois corações partidos. Uma carta. Um amor. Uma carta de amor.

    Theresa Osborne, uma jornalista bem-sucedida que vive em Boston, separou-se de David há 3 anos. O motivo? David traía Theresa com frequência. Depois desse episódio triste em sua vida, ela não sabe se acredita mais no amor ou em um final feliz.

    Garrett Blake, um marinheiro/mergulhador, perdeu a esposa há 3 anos. A superação não é nada fácil e Garrett não acha que pode seguir em frente. Ele escreve, com frequência, cartas à esposa, Catherine, com o intuito de libertar todos os sentimentos que estão guardados.

    Em uma de suas viagens a Cape Cod, nas férias, Theresa encontra uma garrafa na praia contendo uma carta – uma das cartas de Garrett para Catherine. Logo de cara, a jornalista se encanta por quem a escreveu e decide ir à fundo na história.

    Influenciada pela amiga, Deanna, Theresa vai a Wilmington, na Carolina do Norte, procurarquem escrevia essas cartas. Ela conhece Garrett e logo se encanta pela personalidade dele. Não foi diferente com ele: Garrett sente uma atração magnética por Theresa.

    A partir do primeiro encontro, as coisas evoluem entre eles e os dois se apaixonam. Porém, tudo vai por água abaixo quando Garrett desenterra alguns segredos e encara Theresa como um obstáculo no seu “relacionamento” com Catherine.

    Primeiramente, gostaria de ressaltar que não sou fã adoidada do Nicholas – “Uma Carta de Amor” é o segundo livro escrito por ele que eu leio -, entretanto, a história e a emoção que Sparks passa através desta obra é demais.

    O enredo é completamente emocionante e posso dizer que tem algumas marcas no meu livro devido à algumas lágrimas (risos).

    Cada personagem criado por ele é muito bem trabalhado e cativante a seu jeito e pode-se dizer que é um dos fatores que prende o leitor ao livro. Garrett é o tipo de pessoa que ama para sempre e Theresa é, apesar de ter medo do que está por vir, corajosa, ao ponto de apostar cegamente num relacionamento que pode partir seu coração.

    Além disso, a história é muito bem construída e está longe de ser um típico romance clichê, onde tudo dá certo. No começo da leitura já dá pra perceber que o romance dos dois é bem conturbado e que Theresa enfrentará muitos obstáculos até alcançar o coração de Garrett, assim como ele enfrentará muitos problemas para se entregar a Theresa.

    Este livro, apesar de ser o segundo que leio do Nicholas, é o meu favorito dele. A trama é muito bem elaborada e os personagens são muito bem trabalhados. Assim como o final, que é feito para qualquer um se debater de tanto chorar.

    CRÉDITOS: Danielle Cabral

    Assista ao trailer da adaptação cinematográfica abaixo:

    postado por: redacao | 02 out 2015

    A terra está sendo invadida por extraterrestres, bem diferentes desses que você acabou de pensar. O livro conta a história de Cassie, uma menina de dezesseis anos que perde quase tudo com a chegada dos Outros, uma raça alienígena que pretende exterminar os humanos ao decorrer das ondas. O livro começa com Cassie sozinha, desconfiada e com medo, mas também determinada a encontrar o irmão, ao decorrer das páginas você descobre como ocorreram as ondas, a vida de Cassie antes da chegada dos outros, as perdas de Cassie…
    Os seres criados por Yancey são completamente diferentes de qualquer coisa que tem por aí, pelo menos eu nunca vi nada igual.
    Bom, talvez nem tão diferentes assim. Uma coisa sobre eles você provavelmente imaginou certo: são extremamente inteligentes. Para livrar completamente a terra de qualquer ser humano afim de tomá-la, eles elaboraram ataques geniais. Ondas:
    ⦁ A 1ª Onda: Apagam-se as luzes.
    ⦁ A 2ª Onda: Começa a arrebentação.
    ⦁ A 3ª Onda: Pestilência.
    ⦁ A 4ª Onda: Silenciador.
    ⦁ A 5ª Onda: …
    Quando a gigantesca nave surgiu no céu, os humanos foram ingênuos o suficiente para achar que eles eram amigáveis. O pai de Cassie Sullivan era um deles, ela não. E ela estava certa. No 11º dia após a aproximação deles, um PEM, Pulso Eletromagnético atingiu a terra, é “capaz de destuir equipamentos microeletrônicos sólidos, como computadores e meios de comunicação”. Ou seja, esse pulso privou os humanos de qualquer equipamento eletrônico; celulares, carros, até aviões, que caíram todos ao mesmo tempo quando o PEM atingiu a terra, além de ser responsável por derrubar toda a rede elétrica mundial, deixando todos na escuridão, matando cerca de meio bilhão de pessoas. Esse ataque ficou conhecido como A Primeira Onda.
    “A 1ª Onda levou meio milhão de pessoas. A 2ª Onda fez esse número parecer uma piada.” – Cassie, Página 39.
    Uma grande parte da população que sobreviveu à onda anterior morreu durante a segunda onda. Os “Outros” provocaram terremotos de magnitudes altíssimas, que, ao atingir as placas tectônicas que circundavam os continentes, deram origem às super ondas chamadas de tsunamis. Acontece que 40% da população se encontrava a uma distância de 90 quilômetros do litoral. 3 bilhões de pessoas. Mortas em questão de horas.
    “A 1ª Onda terminou em segundos. A 2ª Onda durou um pouco mais. Cerca de um dia. A 3ª Onda? Essa durou ainda mais: 12 semanas. Doze semanas para matar… bem, papai calculou que 97% dos desafortunados sobreviveram às duas primeiras.” – Cassie, Página 39.
    A Terceira Onda veio para levar os que tiveram azar o suficiente para sobreviver à Segunda Onda. Os Outros liberaram na terra um vírus mortal que, de acordo com o pai de Cassie, era uma versão alterada e mais mortal do ébola.
    “O vírus se instala nos pulmões, provoca uma tosse persistente, febre, dores de cabeça. Uma dor muito forte. Você começa a cuspir gotículas de sangue repletas de vírus. O “micróbio” entra no fígado, nos rins, no cérebro. Agora eles já são bilhões dentro de você. Você se tornou uma bomba viral. E, quando explodir, vai atingir todos ao seu redor com o vírus, Eles chamam isso de dessangramento. Como ratos que fogem de um navio prestes a afundar, o vírus é expelido por todos os orifícios, A boca, o nariz, os ouvidos, o ânus, até os olhos. Você chora lágrimas de sangue, literalmente.” – Cassie, Página 40.
    Os poucos que sobreviveram a essa onda por possuir imunidade natural às doenças foram tolos o suficiente para achar que tudo estava acabado. “Talvez isso seja tudo, pessoal! Eles vão embora e nós só temos que limpar tudo e recomeçar!” Errado. Foi aí que A Quarta Onda atingiu. Silenciadores. Talvez o ataque mais genial de todos até então. Outros assumiram a identidade de humanos e começaram a caçá-los. Os humanos não tinham mais em quem confiar. Qualquer um podia ser um deles. Qualquer um podia matar qualquer um. O mundo agora seguia o famoso lema “Atire primeiro e pergunte depois”.
    “Como livrar a terra de 7 bilhões de humanos? Tire a humanidade deles”
    Agora, numa busca incansável por seu irmãozinho, Sammy, Cassie tem que sobreviver à Quarta Onda enquanto espera pela Quinta, que pode cair sobre ela a qualquer momento. No caminho ela encontra Evan, um jovem por quem ela imediatamente se sente atraída, mas também é atormentada pelo fato de não saber se pode ou não confiar nele. Os dois logo se apaixonam, mas ele insiste em manter um lado sombrio e misterioso, enquanto ela continua na dúvida sobre quem ele realmente é. Mas como podemos sobreviver, se as únicas pessoas com quem podemos contar não são confiáveis?
    Cada página é ainda mais atraente que a anterior. A ansiedade dos personagens é transmitida ao leitor, que se vê tão angustiado quanto aqueles que procuram sobreviver enquanto vivem de maneira precária, lutando uns contra os outros, sem saber quando A Quinta Onda chegará ou como ela será. A única certeza de Cassie (não de Cassidy, nem de Cassandra, mas de Cassiopeia) é que ela virá um dia. E talvez ela seja a que vai, finalmente, eliminar os últimos humanos que lutam desesperadamente para sobreviver.

    A alternância de narradores, hora narrado por Cassie, hora por Ben e alguns capítulos narrados em 3ª pessoa, isso contribuiu para se ter uma noção ampla do impacto da chegada dos Outros por diferentes personagens. Uma leitura forte e cheia de detalhes, que nos faz não querer parar mais de ler.

    A adaptação para as telonas chega aos cinemas brasileiros dia 21 de janeiro, assista ao trailer legendado abaixo: