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  • Arquivo de 'Críticas'



    postado por: redacao | 31 jul 2017

    Depois de uma tentativa de franquia deplorável nas mãos da Sony, o retorno para sua casa chegou para prometer e tentar cumprir exatamente isso.
    O filme começa efetivamente logo após Capitão América – Guerra Civil está justamente nessa reprodução quase exata do espírito do personagem, seja ele Peter Parker pode até ter 15 anos, mas tem uma postura mais ativa, esperta e decidida do que os seus antecessores trouxeram. Fora isso, há outros tantos detalhes que foram levemente modificados para fugir dos estereótipos e impedir que o espectador tivesse um déjà-vu mais uma vez. Não temos Mary-Jane Watson ou Gwen Stacy, nossa garota aqui é a Liz.
    Partindo para o núcleo dos atores já consagrados, Robert Downey Jr., como Tony Start, já não é mais apenas o playboy bilionário, agora ele se vê responsável pelo herói que apresentou ao mundo. Michael Keaton reinventa o vilão Abutre, tendo ótimas cenas de ameaças físicas e psicológicas, ele que já teve seus dias de heroísmo como Batman, em 1989.. Por último, mas não menos importante, Marisa Tomei apresenta uma Tia May totalmente diferente do que o público ja viu, parecendo até uma irmã mais velha, mas não menos responsável; sendo um porto seguro que Peter sempre poderá recorrer.

    A fórmula dá Marvel que dá certo é trabalhar com humor, temos aqui um filme divertido do início ao fim, a única coisa que pode incomodar um pouquinho é a ausência de cenas de ação que sejam realmente marcantes. Com dor no coração, acreditem, afirmo que é possível uma certa decepção com o filme, pelo ritmo que é totalmente equivocado para uma narrativa de um super-herói, e a tornou bastante chata. Afinal, até praticamente o fim do filme, o ritmo é bem lento e arrastado, muitas vezes ver o Abutre em ação era empolgante por demais, mas as cenas com nosso Aranha nos deixavam com aquela falta de algo mais. Por assim dizer faltou mais ação sim no filme, mas como cobrar isso de um adolescente de 15 anos? Ele é tratado como um guri e que deve estudar e não se meter em confusões. Mas é aos 45 do segundo tempo que ele da a virada e quebra tudo. Com total humanidade o personagem luta contra sua falta de habilidades, mas busca em seu interior forças para sobreviver e mostrar a si mesmo do que é capaz sem um traje!

    Confira abaixo o trailer do filme>:

    Não deixem de assistir o filme, fique até o final, pois o mesmo possui 2 cenas pós-créditos pois ao que vem tem Guerra infinita e poderemos ver nosso aranha em uma batalha fazendo parte dos Vingadores!

    postado por: redacao | 22 ago 2016

    Dirigido por Paul Greengrass. Roteiro de Paul Greengrass e Christopher Rouse. Com: Matt Damon, Tommy Lee Jones, Alicia Vikander, Vincent Cassel, Julia Stiles, Riz Ahmed, Ato Essandoh, Scott Shepherd, Bill Camp, Vinzenz Kiefer e Gregg Henry.

    Matt Damon continua fazendo um trabalho competente, mas o roteiro impede que ele avance. Ele evoluiu com o passar dos anos de uma forma grandiosa, porém, mesmo com o novo desafio, não foi algo marcante. O desenvolvimento de personagem é mais fraco do que nos anteriores.

    O elenco faz um bom trabalho. Tommy Lee Jones entrega uma interpretação sólida como o diretor da CIA. Embora o Vincent Cassel tenha um personagem unidimensional, convence como um assassino hábil e perigoso. Alicia Vikander é a maior supresa do filme. Ela é semelhante à Pamela, só que mais fria e misteriosa, com um objetivo inexato. Um grande potencial que foi muito bem trabalhado, cheia de nuances e camadas que intrigam o expectador. Espero que ela retorne, caso tenha uma sequência.

    O Greengrass segue a mesma fórmula de antes e elabora um bom trabalho, mas fez algumas escolhas infelizes na direção. A movimentação de câmera com falta de controle e o excesso de zoom atrapalham em alguns momentos. Por outro lado, ele adicionou mais insanidade na última perseguição, criando um resultado fabuloso. No roteiro, mesmo com o Greengrass trabalhando aqui também, a saída do Tony Gilroy(roteirista dos anteriores) ocasionou em um efeito negativo. As motivações do protagonistas são pouco convincentes, a trama é genérica e existem muitas soluções previsíveis.

    A ótima trilha sonora agrega bastante para o ritmo da trama, deixando as cenas mais intensas e criando um tom mais sério. A luta final, além de possuir uma coreografia excelente, tem uma fotografia de encher os olhos. Aliás, não só essa luta, como todo o filme. As paletas de cores da franquia sempre me impressionam.

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